domingo, novembro 26, 2006

Morreu Mário Cesariny de Vasconcelos

“Mário Cesariny de Vasconcelos, poeta e pintor que morreu hoje em Lisboa, aos 83 anos, foi o principal representante do Surrealismo português, um homem irónico e controverso que dispensava aplausos e homenagens.”

Fonte: www.rtp.pt

“Pintor e poeta português, natural de Lisboa. A sua formação artística inclui o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudos na área de música, com Fernando Lopes Graça. Mais tarde, viria a frequentar a Academia de La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde conheceu André Breton, em 1947. Rapidamente atraído pelas propostas do movimento surrealista francês, tornou-se um dos mais importantes defensores do movimento em Portugal. Ainda nesse ano, integrou o Grupo Surrealista de Lisboa. Cesariny, figura sempre inquieta e questionadora, afastava-se assim, de maneira definitiva, do movimento neo-realista. Passou a adoptar uma atitude estética de constante experimentação, logo visível nas suas primeiras colagens e pinturas informalistas realizadas com tintas de água, e distribuídas no suporte de forma aleatória. Seria este princípio anárquico que conduziria a obra de Cesariny ao longo da sua vida (incluindo a sua produção poética, que o autor considerava construir a partir deste desregramento inicial das suas experiências na pintura). A continuidade da sua prática plástica levá-lo-ia, portanto, a seguir uma corrente gestualista, por vezes pontuada de um corrosivo humor. Dinamizador da prática surrealista em Lisboa,

Cesariny iria criar «antigrupos», com a mesma orientação mas questionando e procurando um grau extremo de espontaneidade, tentativa também visível na sua obra poética. Participou, em 1949 e 1950, nas I e II Exposições dos Surrealistas, pólos de atenção de novos pintores, mas ignoradas pela imprensa. Crescentemente dedicado à escrita, Cesariny viria a publicar as obras poéticas Corpo Visível (1950), Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952), Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos (1953), Manual de Prestidigitação (1956), Pena Capital (1957), Nobilíssima Visão (1959), Poesia, 1944-1955 (1961), Planisfério e Outros Poemas (1961), Um Auto para Jerusalém (1964), As Mãos na Água a Cabeça no Mar (1972), Burlescas, Teóricas e Sentimentais (1972), Titânia e a Cidade Queimada (1977), O Virgem Negra. Fernando Pessoa Explicado às Criancinhas Naturais & Estrangeiras (1989), e a obra de ficção Titânia (1994). A edição da sua obra não segue linearmente a cronologia da sua produção. Corpo Visível é o volume em que as características surrealistas são já dominantes — em textos anteriores, a denúncia social aproximava-se, por vezes, do neo-realismo, embora já em Nobilíssima Visão esta escola fosse objecto de um olhar crítico. O humor, o recurso ao non-sense e ao absurdo, são marcas da escrita de Cesariny, de uma ironia por vezes violenta, que incide sobre figuras e mitos consagrados da cultura portuguesa e ocidental.

Da sua obra escrita sobre a temática do surrealismo, que analisou e teorizou em vários textos, fazem parte A Intervenção Surrealista (1958), a organização e autoria parcial da Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), a antologia Surreal-Abjection(ismo) (1963), Do Surrealismo e da Pintura (1967), Primavera Autónoma das Estradas (1980) e Vieira da Silva – Arpad Szènes, ou O Castelo Surrealista (1984).”

Fonte: www.astormentas.com/din/biografia

"Gostava de ter daquelas mortes boas, em que uma pessoa se deita para dormir e nunca mais acorda", afirmou em "Autografia".

Poema

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco

sexta-feira, novembro 24, 2006

Frases Soltas...

I Wish You Were Here! Começo exactamente por aqui.
I Wish You Were Here!


É o verso da musica dos Incubus que redonda na minha cabeça vezes sem conta... I Wish You Were Here! Pois, o tempo que passo em casa faz-me sentir verdadeiramente a tua falta! Só desejo ouvir o zumbido irritante da campaínha do prédio...porque isso significa que concretizaste o meu desejo!
Estou farta de partilhar o meu espaço com estas pessoas...Estou farta de chegar a casa e sentir despreso por elas...Eu nao tenho lar...tenho casa! Agora entendes porque canalizo todas as minhas forças para construir o meu...o nosso lar! Sem ti nao sou humana...Sem ti sou apenas e só um corpo. Um corpo sem alma, sem sonhos, sem ambiçoes e sem desejos...
Só consigo ver uma imagem boa de mim mesma quando olho nos teus olhos...Perder-me neles é achar-me! Se houver paraíso ele está aqui...O meu paraíso é, o teu olhar, o som da tua voz, o calor das tuas mãos, o sabor dos teus beijos, o conforto das tuas palavras...O meu paraíso és tu!

sexta-feira, novembro 17, 2006

MANIAS...EU??? Naaaahhh!!

Depois de almoçar dirijo-me ao meu computador, ligo a net, acesso o meu Blog e o que é que lá encontro?? Hum? Ninguém sabe?? Pois bem, encontro um comentário da Camarada Paulo ( que com muito orgulho descobri a sua essência BENFIQUISTA :D ) a desafiar-me, não para mais uma etiquetagem, mas para uma "Maniação"! Ou seja, tenho que redigir 5 manias e depois escolher 5 bloggistas para redigirem também!

Ora, manias??? Assim de repente só me lembro da mania das superstições! sou sem sombra de dúvida uma das pessoas mais supersticiosas da sociedade! Tudo tem que estar minuciosamente colocado da forma de sempre se me acontecer algo de bom. Por exemplo, os chinelos de quarto têm de estar exactamente no mesmo sitio no tapete todas as noites.
Muitas mais formas de exercer esta minha superstição existem...mas de facto, neste momento, não me lembro..São coisas que faço quase que inconscientemente.
Mais manias?? Hummm... Detesto correr para apanhar o autocarro! Não faço isso nunca...Só em estrita necessidade! E não é por me achar "chique" e não poder correr! Não! É simplesmente uma mania...
Os testes têm de ser realizados sempre com a mesma caneta!
Quando tenho de falar em público, devido aos meus nervos, mexo no cabelo e não paro até acabar de falar!
Esperem lá! Acabei de me lembrar da minha Super mania! Como uso aliança, e tenho os dedos mais pequenos e magrinhos que alguma vez vi (podem confirmar pelo nº da aliança ser o 11, e com a Maria), tenho medo que esta saia do dedo e vá pelo cano abaixo quando vou tomar banho. Então, tapo o ralo da banheira com a tampinha...e só destapo quando estou fora da banheira e com a certeza de que está no meu dedo!

Bem, não há muito mais a dizer...até porque estas cinco manias foram bem puxadas!
Espero não ter chocado muito os leitores com o grau de estupidez de algumas!

E agora os sucessores ao trono são...:

Breaking the Habit - Fábio Costa

Feel your body BEYOND REDEMPTION - Maria Araujo

Deep Inside of a Parallel Universe - Kiko

30 minutos... tic-tac - Vanessa

Redondet'azul
- Né



Fiquem bem...





sexta-feira, novembro 10, 2006

Through Glass


I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
Oh god it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home,
sitting all alone inside your head

How do you feel? that is the question
But I forget you don't expect an easy answer
When something like a soul becomes initialized
And folded up like paper dolls and little notes
You can't expect a bit of hope
So while you're outside looking in, describing what you see
Remember what you're staring at is me

Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
All I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home,
sitting all alone inside your head

How much is real, so much to question
An epidemic of the mannequins
contaminating everything
We thought came from the heart,
But never did right from the start
Just listen to the noises (no more sad voices)
Before you tell yourself
It's just a different scene
Remember its just different from what you've seen.

I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
And All I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home,
sitting all alone inside your head
Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
And all I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home,
sitting all alone inside your head

And it's the stars
The stars that shine for you
And it's the stars
The stars that lie to you Yeah-yeah



I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
o god it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home,
sitting all alone inside your head
Cause I'm looking at you through the glass
Don't know how much time has passed
And all I know is that it feels like forever
But no one ever tells you that forever feels like home,
sitting all alone inside your head

And it's the stars
The stars that shine for you Yeah-yeah
And it's the stars
The stars that lie to you Yeah-yeah

And it's the stars
The stars that shine for you Yeah-yeah
And it's the stars
The stars that lie to you Yeah-yeah

Who are the stars?
Who are the stars?
They lie…

Esta música desperta em mim um turbilhão de emoções que não sei como descrever...nem se quer se o posso descrever...

Obrigado Maria por ma teres dado a conhecer!